sexta-feira, 17 de agosto de 2012

B.

'' (...) Foges-me pelos dedos quando não estamos juntos. Foges-me pelas palavras quando desligo o telemóvel. A distância torna-se imensa e eu torno-me tão pequeno que acabo por desaparecer em todos os cantos. Às vezes a minha pele ressaca da tua pele. Às vezes, quase sempre, em todos os momentos. Tenho saudades tuas e não consigo disfarçar. Sabes, há merdas que a mim não me dizem nada, coisas que desaparecem a qualquer momento e das quais não quero saber. Há coisas que me irritam, coisas que me aborrecem, coisas que me deixam à beira de um ataque de nervos. Há o silêncio e o excesso de silêncio. Há tudo o que existe e tudo aquilo que poderá um dia existir. Há aquilo que sinto por ti, aquilo que um dia senti por ti e aquilo que um dia vou sentir por ti. Há isso tudo misturado. Há isso tudo num só. Não existe nada disso só por si. A verdade é que eu te amo hoje como amei um dia e como virei a amar noutro dia qualquer. O nosso amor não depende das horas e pouco importam os minutos. Não é menor quanto maior é a distância, nem deixa de existir só porque a chamada terminou. Amamo-nos de corpos misturados. Somos tão complexos como as coisas simples do mundo. Poderia ficar aqui uma vida inteira a escrever-nos. Poderia desistir de tudo na vida: da pátria, da religião, da justiça e da sociedade. Poderia respirar da apneia dos quases. E, enquanto respirasse, nós vivíamos misturados um no outro: que eu já não existo sem ti, assim como acredito que tu não existas sem mim. Se algum dia nos falhar, podes desligar-nos. Se algum dia falhar serei o primeiro a admitir os meus erros. Se algum dia falhar estarei condenado a viver pela metade. Se a verdade é que tu me completas, a verdade é que eu já não consigo viver dividido. A vida não é apenas o que acontece. A vida é o que acontece na urgência de te amar. E neste fio da navalha tudo é permitido, desde que no final das contas reste eu e tu - só depois o mundo. ''

PedRodrigues

sábado, 14 de julho de 2012






‎"Muitos dizem que amor demais sufoca, enjoa, cansa, acaba. Eu não acho, não me importo de ser sufocada pelo teu amor, enjoar-me dos teus abraços, cansar-me dos teus carinhos e acabar no teu sorriso. Se for verdadeiro, não vai acabar nunca, porque amor para mim é ter saudade e mesmo assim, abrir um sorriso. Por muito que a vida siga, o que foi bonito fica com toda a força do mundo. A distância que nos separa é também a distância que nos junta. As lágrimas? Transforma-mo-las em sorrisos. A saudade? Guarda-mo-la para que desapareça assim que recebermos o abraço que faz o mundo parecer só nosso. Saudade não tem tradução, é certo, mas é nas coisas mais simples e nos detalhes mais banais que encontramos o sorriso mais sincero. E eu vou estar sempre aqui, quando tu mais precisares e até mesmo quando tu não precisares, para te ver sempre sorrir. Se tu te calares vou-te encher de palavras. Se tu chorares, não irei fazer perguntas e, embora me custe ver-te assim, vou-te envolver nos meus braços e dizer-te que podes chorar, mas que só te irei largar quando voltares a sorrir novamente. Porque é isso que importa não é? O sorriso um do outro?"

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Obrigado



'' Às vezes, fico só a olhar para vocês. Aperto os lábios porque todas as palavras me parecem insuficientes. Aquilo que normalmente se diz nessas ocasiões, aquilo que é aceite pelo protocolo da convivência social, não chega para começar a exprimir todo o invisível que me inunda. Então, quase sempre sentado a uma mesa, fico só a olhar para vocês. Nesses momentos, não ter palavras é muito melhor do que ter rios de palavras. Aquilo que não sei dizer existe com muita força e, se tentasse encontrar-lhe nomes, estaria a diminui-lo, a transformá-lo em qualquer coisa possível.

É essa a natureza da matéria que partilhamos, é essa a forma daquilo que nos juntou. Sem esse mistério, continuaríamos a seguir os nossos caminhos. Talvez a metros, talvez a quilómetros, talvez em hemisférios distintos, talvez em ruas paralelas, as nossas existências seriam indiferentes uma à outra. Não quero sequer imaginar a possibilidade desse mundo cinzento. Ainda bem que existem os livros, ainda bem que existe esta revista, ainda bem que existe a internet, o facebook, as feiras do livro e todos os lugares físicos e não-físicos onde nos encontramos. Ainda bem que existe o pensamento e a memória. Ainda bem que existe a ternura.

Mesmo havendo palavras, é difícil dizer aquilo que se quer dizer. A voz fica presa na garganta ou antes da garganta. Não vamos cometer esse erro. Vocês foram chegando devagar, foram entrando e quero que saibam que, hoje, são parte da minha família. Penso em vocês entre aquilo que me é mais valioso e, sem explicação, sinto saudades vossas de repente. Muitas vezes, sinto o toque do sol, tão suave, e sorrio ao lembrar-me que vou partilhar esse bem-estar convosco. Sinto-me muito grato pela companhia que me fazem. Convosco, nunca estou sozinho.

Os dias têm horas, minutos, e eu existo em todos eles. Não vejo o mundo apenas a partir das montras das livrarias ou das pequenas fotografias que acompanham estas crónicas, como se tudo estivesse controlado. Sou uma pessoa, Zé Luís, e só muito raramente está tudo controlado. Há vezes, como agora, em que estou num quarto qualquer. Um quarto onde, depois de hoje, nunca mais voltarei. Os meus filhos, a minha mãe, as minhas irmãs estão a milhares de quilómetros, o terreiro das Galveias está a milhares de quilómetros. A distância faz de mim um menino perdido. Há muitos mais exemplos, claro, o coração a bater contra algo que o aperta. Então, vocês chegam e cobrem-me com a força de me desejarem tanto bem. Vocês protegem-me com pensamentos que atravessam oceanos. Comovem-me com esse bem-querer. Obrigado por, entre tantas possibilidades, terem escolhido a mais bondosa. Vocês constroem-me. Devo-vos a pessoa que sou.

E não importa se estivemos no mesmo lugar apenas por um instante há cinco anos atrás, não importa se nunca estivemos no mesmo lugar, aquilo que realmente importa é o segredo luminoso que partilhamos. Não é feito de palavras, mas é transportado por elas. Esse é o nosso lugar, temos almas a vaguear nesse universo de sentido. Vocês mostram-me todo os dias que a generosidade pode salvar. Vocês têm muitos rostos, muitas histórias. Eu ouço-vos e encho-me de esperança humana, de amor humano, e transbordo.

Mesmo quando estou em silêncio, agradeço-vos por me acrescentarem um sentido tão profundo. Estar-vos grato é estar grato ao mundo inteiro, ao fácil e ao difícil, ao doce e ao amargo. Sem um, não existiria o outro. Mesmo. Sem um, não existiria o outro, repito para que não restem dúvidas. Chegou a hora de, todos juntos, agradecermos pelas contrariedades. São elas, por mais feias, que nos permitem alcançar aquilo que está para lá delas. Ao mesmo tempo, são essas contrariedades, esses silêncios, que nos permitem prestar atenção ao que realmente nos interessa e que, como uma fogueira, nos ilumina o rosto.

Porque nos encontrámos, somos uma espécie de irmãos. Fomos capazes de existir sobrepostos e, por mais ou menos tempo, partilhámos a experiência partilhável. Se amanhã tudo se desfizer, saberemos que nos tocámos e espero que, perante o fim, sejamos capazes de nos sentir gratos pelo que tivemos e que é bastante mais do que a maioria das pessoas alguma vez chega a  ter. ''
José Luís Peixoto, in Revista Visão (Fevereiro 2012)

sábado, 7 de abril de 2012

Coragem: o caminho para a felicidade



'' Não é fácil.
Nunca foi fácil vencer o tédio que me acompanha os ossos. Nunca foi fácil amar - se pelo menos eu soubesse o que isso é. Sorte com Deus a cada passo. Que o tédio não me vença na escolha do melhor caminho - seja ele qual for. Encontro-me a dois passos do cruzamento, a dez minutos do fim do mundo. A sul do Paraíso já provei o fruto proibido. Se eu fosse o melhor que posso ser a todos os momentos. Não é fácil. Nunca foi fácil escolher. O sol põe-se atrás do cruzamento. A luz gasta-se com os minutos. Nunca fui fã de escolher às escuras. Devia apressar a escolha, mas o tédio que me acompanha os ossos comprime-me a carne; trava-me os pés e não me deixa seguir o que a minha vontade parece não querer saber: a escolha.
Eventualmente na vida todos temos de escolher. A vida é isto mesmo: uma série de cruzamentos ao pôr do sol, a dez minutos do fim do mundo. Por vezes fechamos os olhos e entregamo-nos ao acaso. Não é fácil. Mas nunca ninguém nos disse que a vida era um mar de rosas. Não era uma vez quando queremos - se é que alguma vez o é. O sol não brilha sempre, e bons são aqueles que enfrentam os dias de chuva sem recorrer aos impermeáveis. Os que seguem o caminho e não olham para trás. Convenhamos: o difícil nunca foi escolher. Difícil é saber abraçar as escolhas que fazemos. Lidar com a roupa molhada no corpo, mesmo que isso signifique que eventualmente vamos ficar doentes. Não é fácil. Nunca foi. Mas a chuva não cai para sempre, e no final dos pingos o sol parece brilhar. Às vezes o arco íris espreita por entre os pingos desdenhosos que beijam a luz do sol. No final do arco íris há um pote de ouro - dizem. A vida é esta série de cruzamentos. É uma sucessão de chuva e de sol. De dias de tédio e dias frenéticos. Não é fácil viver. Nunca foi. Não é fácil amar. Dizem por aí. Não é fácil escolher. Mas é. Não é fácil abraçar a escolha. Nunca foi. Dos fracos não reza a história. Verdade. ''
Pedro Rodrigues

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Coimbra dos amores, Coimbra dos doutores: obrigado

'' No início vi-te como uma prisão. Afastavas-me de tudo o que mais gostava. Eras a personificação de todos os males. Julgava-te causadora de infelicidades extremas e cólicas de saudades. Amaldiçoava o dia em que era obrigado a retornar aos teus braços e, ao chegar, contava os segundos que faltavam para partir. De certa forma, fazias-me sentir deslocado. Obrigavas-me a crescer todos os dias. Agora, a mãe não estava para me fazer o almoço, ou o jantar; o pó não desaparecia por magia e acumulava-se a uma velocidade vertiginosa; as constipações pareciam operações ao apêndice e, só o ligeiro pensamento de uma operação desse género, era sinónimo de noites e noites de insónias. Fizeste de mim homem, e se queres que te seja sincero, não sei quando é que tudo mudou entre nós. Hoje sinto-nos numa sintonia perfeita. A verdade é que cresceste em mim, e eu cresci contigo. A verdade é que és um casulo onde entramos meninos e saímos homens.
Custa-me ouvir-te falada nas bocas dos outros como uma cidade de tradições obsoletas. Como um conjunto de regras disfarçadas de rituais que vêm passando de geração em geração. Para mim, tradição nunca foi sinónimo de códigos ou condutas. Sempre foi sinónimo de tudo o resto. Não me interpretes de forma errada: é com o maior orgulho que uso as tuas vestes. Mas, sinceramente, arrepia-me da mesma forma a tua imagem ao luar sobre o Mondego. Acredita quando te digo que o sol de Coimbra é diferente do sol do resto do mundo. É o único sol que me causa um sorvedouro miudinho nas veias, como se o sangue corresse ao contrário quando me sento numa esplanada a admirar as tuas árvores, a tua calçada, ou a disposição de todos os teus edifícios. Nem o musgo, que se vai multiplicando com o tempo nas tuas paredes, me deixa indiferente. Sinto tudo isso. Sinto como se todos os dias fossem o último, e a saudade - que nos obrigas a aprender - estivesse ao virar da esquina. Aprendi a admirar-te porque, para o bem ou para o mal, te comecei a sentir como uma extensão de mim. E faltam-me as palavras para descrever o orgulho que é ouvir-te cantada nas tuas entranhas históricas. És cidade de homens e mulheres em corpos de meninos. Quer queiramos, quer não, fazemos parte da tua mais refinada elite. Acredito que choras um Mondego de lágrimas quando fracassamos. Da mesma forma que o teu coração de pedras ancestrais se contrai de orgulho com os nossos sucessos. Um dia hei-de poder agradecer-te por tudo. Dificilmente conseguirei ser justo. Agradecer-te por tudo será sempre uma tarefa hercúlea. Agradeço-te, sobretudo, por me teres dado uma breve introdução ao amor. Por me teres apresentado um leque tão vasto de amores de bolso e me teres ensinado a amar de corpo inteiro e tripas de fora. Se hoje consigo amar como gente crescida a ti te devo. Obrigado.
Serás sempre recordada por nós como a ponte entre a nossa meninez e a idade adulta. Tenho pena de quem não teve o prazer de te conhecer. E tenho mais pena ainda de quem te conheceu, mas não soube  amar-te. Assim sendo, este é o conselho que deixo a quem entra nas tuas portas: vivam como se acabasse amanhã, sintam como se fosse para sempre. ''

PedRodrigues

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012



"Tu não sabes quem eu sou, mas eu sei quem tu és... e só preciso de um minuto da tua atenção.
Quero dizer-te que espero que saibas a sorte que tens. O quanto eu gostaria de estar na tua pele. Poder estar na mesma cama que ela todas as manhãs. Ajudá-la a acordar da má disposição matinal.
Espero que saibas que ela só vai falar contigo depois de lavar os dentes. Não é por mal... é por medo de perder o encanto aos teus olhos. Que a consideres um ser humano comum.
Espero que saibas que ela gosta de aproveitar cada raio de sol, e que o café a deixa mal disposta.
Que escolhe a roupa que vai vestir na noite anterior, só para poder ter mais cinco minutos de sono pela manhã. Que o despertador toca cinquenta vezes até que se levante, e que mesmo assim, consegue chegar a horas.
Quero também que saibas que adora histórias do fantástico. Mas não de terror! Que é capaz de saber o nome de todas as personagens de um livro antigo, mas que não se vai esforçar para decorar à primeira os nomes de todos os teus amigos...
Porque ela... ela é que sabe de si.
Tu nunca serás uma sorte para ela. Sorte é poderes tê-la na tua vida.
Sabes?
Ela não é romântica por natureza, mas uma demonstração espontânea da tua parte vai fazê-la fraquejar. Porque ela é segura e doce ao mesmo tempo.
Ela não sabe cozinhar, mas vai esforçar-se para fazer o teu prato preferido. E se estiver mau, vai rir-se do falhanço, em vez de corar.
E quando ela ri... eu tenho vontade de chorar. Não de tristeza, mas porque cada gargalhada é uma nota musical que toca ao coração e faz querer dançar.
Espero que pares de fazer o que gostas e que por vezes tenhas tempo para ouvir sobre o seu dia e sobre cada pequena conquista. Que atures os seus devaneios artísticos e o tempo que perde a colorir livros infantis quando quer ter tempo para si.
Quero que saibas que eu gostava de estar desse lado, a aturar o seu mau humor e a vê-lo mudar depois do primeiro copo de vinho.
Queria poder apreciar as suas unhas que estão mais tempo de verniz estalado que de verniz perfeito... mas que cada forma de vermelho tem uma história que ela construiu com as próprias mãos.
Gostava de me ter apaixonado por ela no primeiro dia que a vi, e não no segundo. Porque cada dia com ela é a certeza de que somos amados. Porque ela é sedução e alegria num só. Porque consegue o que quer com o poder do sorriso e a força do olhar. Seria um tolo se não soubesse que tem olhos castanhos e que adora a cor verde.
Quero que saibas que ela é tudo o que quero e nunca soube que tive.
Aprende que a arritmia que sentes com ela é normal! E que a falta dela é um vazio igual à morte.
Espero que sejas tudo o que eu nunca fui.
Espero que a trates bem.
Porque se lhe partires o coração vais perdê-la para sempre.
Pudesse eu ter lido o futuro..."

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

« Estou tirando férias de mim. Férias das dúvidas que me derrubam, das ilusões que me levantam, porque tudo isso é muito temporário. E viver assim de pouquinho, sem nenhuma fixação, às vezes cansa. Esperar cada novo dia, cada novo olhar pra saber se posso ser feliz, não me faz feliz de verdade. Um sorriso e o balanço do dia é positivo, posso dormir à noite. Um cumprimento não correspondido e acho que tudo está errado. Mas se eu fico tão bem quando não dependo de opiniões, ações, gestos, por que insito em deitar nos braços do mundo e me deixar abater? Não existe ninguém que pode me fazer mais feliz hoje e ter essa consciência muda o humor, muda a disposição, muda as vontades. Sabe o que é? As pessoas não me fazem bem, minha idealização delas me engana por um tempo, mas saio fatalmente mal das relações que eu invento. Então por que não me curtir um pouco - me sentir mais leve, mais bonita, mais interessante, já que o fantasma da obrigação de agradar não está me seguindo? Essa é uma daquelas fases de sorrir e não querer saber o motivo, de férias mesmo. De tudo que eu me cobro todos os outros dias do ano, depois me cobro por não ter tempo de cumprir. Eu cansei de não me satisfazer comigo, não me guardar pra mim. De estar sempre escorrendo, vazando pelas beiradas. De precisar de opinião alheia por ser tudo ao mesmo tempo e esperar reconhecimento por isso. É tanta coisa aqui dentro, tanta coisa que eu tento melhorar e aprender todos os dias, que eu conto toda minha vida pra quem eu acabo de conhecer e fico chateada quando não me dão o valor que eu penso merecer. Mas ei, qual o problema? Nem todo mundo acha que ler e escrever (além do sentido banal de ler e escrever), é interessante. Nem todo mundo precisa saber que uma clave de sol não é um S, nem um G, e deduzir que eu gosto de música só de olhar pra mim. Não adianta chegar numa festa cheia de barulho e gente e querer conversar, achando que antes do cara sugar um pouquinho da minha alma, deve saber que eu não sou umas dessas mulheres vazias, sem uma alma para ser sugada. Tem mais que vento dentro de mim, mas isso é meu. Não faz diferença eu agir como uma pessoa superficial e querer explicar pra todo mundo que eu não sou. Sempre me arrependo de sair, ir a lugares que não têm nada a ver comigo. Mas eu tenho essa necessidade fútil de ser vista. Quando eu me escondo em casa, me sinto anulada. Preciso da opinião dos outros, de elogios. Quando alguém mostra que se lembrou de mim, adoro. Se diz que sentiu minha falta, tenho mais motivos pra sorrir. Quem precisa saber? Por que é que eu me importo com quem não me conhece?  E hoje não vou fazer isso. Não vou ceder, não vou me preocupar. Vou entrar em férias de mim, balancear os pneus, checar o óleo. Vou me amar. Pra depois tentar, quem sabe, amar alguém. »

Está tudo dito  ♥

domingo, 28 de agosto de 2011

Texto retirado de um dos melhores blogs que já vi.

De como realmente são algumas pessoas

'' Há quem diga que é nos momentos maus que vemos realmente quem são as pessoas importantes. Eu confesso que já pensei dessa forma, mas cada vez mais tenho a certeza de que é nos nossos momentos altos, nos nossos momentos de sucesso e de felicidade, que se vêem quem são as pessoas que gostam realmente de nós e que ficam genuinamente felizes quando nós estamos felizes. É isso que tenho notado ao longo da minha vida. É que é muito fácil estendermos a mão quando o outro está no fundo do poço, e é tão bom pensarmos que é bom haver alguém com problemas piores do que os nossos, o que acaba por ser sempre reconfortante, mas quando o outro sobe, alcança algo para o qual lutou, ou se apaixona perdidamente por alguém realmente especial e fora de série, quando antes estava ali solteiro e disponível para o que quer que fosse, ou quando tem coragem para fazer algo que eles próprios não têm, então aí sim começam os problemas, e, de repente, muitos se transformam em velhos do Restelo. E é aí que precisamos obrigatoriamente de começar a separar o trigo do joio. Porque há pessoas que não conseguem simplesmente conviver com as coisas boas dos outros e vão sempre tentar fazer tudo para destruir isso, para que no final as pessoas voltem novamente àquilo que eram antes. ''

 http://amorumlugarestranho.blogspot.com/

domingo, 7 de agosto de 2011



Necessitava de voar, sem que barreiras me impedissem de chegar ainda mais longe, que não houvesse distância que fosse inultrapassável, pois o meu pensamento jamais terá qualquer tipo de barreiras que eu não consiga passar. Mais que nunca, os meus pensamentos precisavam de ser organizados de forma a que a minha própria mente não ficasse ainda mais baralhada, num turbilhão de episódios completamente distintos. Necessitavam de fluir instantaneamente, sem que eu própria os impedisse de serem sequer pensados. Era dispensável colocar no presente o que outrora fora um coleccionador de corações partidos, mas era apenas puro egoísmo levar-me a pensar apenas em mim própria, deixando-me esquecer do bem dos outros. Necessitava de encontrar-me a mim mesma, de colocar no presente tudo aquilo que antes tivera sido, toda a minha personalidade se desvanecera, e essa teria de voltar à realidade actual que agora existia, tornando a ser quem antes fôra.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

 
'' E tu voltas, desprendes-me sorrisos, levas-me às nuvens fazes-me feliz. E eu corro atrás de ti, carinha de menina e olhar de apaixonada. Depois vais, evaporas-te. Puff e desapareces. As lágrimas tornam a cair, o arrepio gela-nos a corpo, o coração afunda-se. E o olhar? Esse fecha-se entre si, prende-se nas pedras da calçada, com o vento a bater, os óculos escuros são os meus melhores amigos, a face raiada e a respiração ofegante. Mais uma desilusão. Pergunto-me porquê? Não encontro resposta. O que agora está tão óbvio, antes parecia impossível. Apanhar desilusões torna-se quase uma rotina. Não importa, a dor há-de passar. Afinal, tudo passa e tudo muda e, às vezes, algumas pessoas nem na nossa vida continuam. ''

sexta-feira, 22 de abril de 2011


'' Pára, mas pára mesmo. Ou vais obrigar-me a gritar que tudo em ti me irrita ao mais ínfimo ponto da minha consciência? Acredites ou não, esses teus olhos já foram um encanto para mim, já desejei milhões de vezes tocar nas tuas mãos, abraçar-te e segredar-te “amo-te”. Mas não agora. Cruzei os meus braços, encostei-me á parede, cerrei os lábios, e olhei em frente, mostrei-te o quão zangada estou, por isso, pára. Eu amei-te, mas não és o homem da minha vida. Por isso, pára, não fales, não olhes para mim, pára de fingir que estás preocupado comigo, porque tudo isso me irrita, como e porque – não sei, muito honestamente.
PÁRA. és mesmo irritante, e eu estou farta de ti. Eu sou feliz, e estou farta de o repetir centenas de vezes ás pessoas que pensam que ainda me afectas, que pensam que a nossa história não tem um fim (…) porque eu sou feliz, assim
Agora não voltes, aprendi a viver sem ti, aprendi a levantar a cabeça, juntei todos os pedaços que rasgas-te em mim e sou uma nova rapariguinha, com uma vida pela frente, que não vai viver presa ao passado, presa a ti.

Adeus, mas de vez. ''

sábado, 9 de abril de 2011

A coragem de seres só



'' Uma arma de triunfo te dei, sobre todas as outras: a coragem de seres só; deixou de te afectar como argumento ou força esmagadora a alheia opinião, as ligeiras correntes e os redemoinhos do mar; rocha pequena, mas segura, sobre ti se hão-de erguer, para que vençam a noite, as luzes salvadoras; não te prendem os louvores dos que te querem aliado, nem as ameaças dos contrários; traçaste a tua rota e hás-de segui-la até ao fim, sem que te desviem as variadas pressões. Só e constante, mesmo em face do tempo; os anos que rolam tu os consideras elemento de experiência; para os homens futuros episódios sem valor; se eles te abaterem, só terão abatido o que há de menos valioso; e contribuirão para que melhor se afirme o que puseste como lição da tua vida; a muitos absorve o actual; mas a ti, que tens como tua grande linha de cultura, e porventura tua alma, a posse das largas perspectivas, a hora começando te vê firme e firme te abandona. Nenhuma estóica rigidez neste teu porte; antes a compassada lentidão, a facilidade maleável de bom ginasta; não é por amor da Humanidade que hás-de perder as mais fundas qualidades de homem. Em tal espelho me revejo, eu que tomei tua alma incerta e a guiei; e contemplo como doce oferenda, como a mais bela visão que me poderias conceder, a clara manhã que já de ti desponta e lentamente progredindo há-de acabar por embalar o universo nos seus braços de luz. ''

De Agostinho da Silva

 

domingo, 27 de março de 2011

Always on my mind.




'' Maybe I didn't treat you quite as good as I should have.
Maybe I didn't love you quite as often as I could have.
Little things I should have said & done, I just never took the time.
But you were always on my mind; you were always on my mind.
Maybe I didn't hold you. All those lonely, lonely times. And I guess I never told you, I'm so happy that you're mine. If I made you feel second best, girl, I'm sorry I was blind.
Tell me, tell me that your sweet love hasn't died. Give me, give me one more chance to keep you satisfied.
(…)
You were always on my mind. ''

quinta-feira, 24 de março de 2011


Porque? Porque é que de um dia para o outro mudaste tanto? Ninguém muda tanto, tu não és assim! Sei que me comportei como uma criança não pensando em todas as consequências mas com isto eu só te quero mostrar que estou arrependida de todos os erros que cometi no passado, além disso acho que todos temos o direito de errar e ter uma segunda oportunidade de não o fazer de novo. É apenas isto que eu te quero mostrar. Não te peço para ficares ou estares comigo porque sinceramente nem sei se era o que mais queria. Apenas quero que entendas que os erros do passado não os vou cometer no presente. Mas as tuas palavras têm sido muito duras e não sei se aguento ouvi-las por muito mais tempo. Sou forte mas não tanto. Por isso se não gostaste que te tivesse magoado não o faças comigo.

domingo, 13 de março de 2011



Tinha mesmo de vir aqui libertar toda a raiva que invade o meu interior. Tive uma noite horrível, para esqueçer mesmo! Sempre fui educada de uma forma que me leva a não aceitar certas e determinadas atitudes que alguns indivíduos têm. Há coisas que acontecem que a minha cabeça não consegue encontrar explicação para tal acontecer, e esta foi uma delas. Como podem existir indivíduos na nossa sociedade que só sabem quebrar as regras e que não sabem ter limites quando os deveriam ter. Só com isto é que consigo entender porque se geram tantos conflitos na nossa sociedade..

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Auto-Retrato




A 11 de Janeiro de 1990 nasceu na cidade mais alta uma rapariga a que lhe foi dado o nome de Marina mas dizem os pais que se soubessem que o seu baptismo iria ser no dia de S. João, se chamaria Joana. Mede 1.75m de altura o que para alguns causa uma certa confusão por se sentirem tão baixos a seu lado. Tem olhos escuros, o contrário da sua alma que é bem clara e transparente. Cabelo comprido, rosto claro e macio. Mãos compridas (dizem que teria jeito para ser parteira, profissão que seria incapaz de exercer, pois a responsabilidade de colocar uma criança no mundo é enorme. Gosta de ter os seus momentos de reflexão e passados esses tenta passar para o papel todas as emoções que no momento sente, e só essas palavras conseguem transmitir para os outros tudo aquilo que é ou tenta ser. Mas é bastante difícil definirmo-nos a nós próprios, pois só os outros conseguem ter uma boa percepção daquilo que somos. O que para nós é uma coisa, aos olhos dos outros é outra totalmente diferente. Como pode um artista, por mais excelente que seja passar para a tela ou para o papel tudo aquilo que é? Um ser tão complexo não se escreve em quatro ou cinco linhas, não se pinta em seis ou sete pinceladas. A sua definição irá ser sempre muito incompleta. É um ser humano que não suporta todos os deslizes da nossa sociedade. Encara o futuro como uma nova realidade e do passado ficam apenas meras recordações do que nunca conseguiu ser. Odeia intrigas, preconceitos, hipocrisia e má educação. É bastante teimosa, chegando até ao ponto de se chatear consigo mesma pois também este defeito tem os seus limites, demasiado orgulhosa mesmo quando não tem razão. É muito compreensiva mas gosta que também o sejam com ela. Já cometeu imensos erros mas foi com eles que construiu a sua própria personalidade e ficou mais forte, pois só eles a fizeram crescer e torna-la no que hoje é. Tenta dar o melhor de si e ajudar os outros no que é possível, dentro das suas capacidades. Gosta imenso de escrever pois só as palavras transmitem o que lhe vai na alma. Adora ler e sentir cada pormenor como se estivesse a vivê-lo dentro do próprio livro. Faz textos sem sentido para alguns como resposta para outros. Quando passa para o papel tudo o que sente, fá-lo com todo o sentimento. É bastante profunda quando a alma está a desvanecer e o corpo a estremecer, com todos os sentimentos à flor da pele. Aprendeu a dar segundas oportunidades pois acha que todas as pessoas merecem uma segunda hipótese mesmo que a seguir a desilusão seja maior. É uma pessoa social mas pessoas a quem pode chamar de amigos tem poucos pois a amizade é uma coisa bastante sincera, não se pode confiar em toda a gente porque a primeira impressão pode ser errada. Gosta de sonhar alto e deseja concretizar todos os seus sonhos mesmo aqueles que a seus olhos parecem ser impossíveis de realizar. Tem medo de morrer e de deixar coisas por dizer as pessoas que mais gosta.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Peace & Love




Tenho o futuro a abrir-se a meus pés. Como se de uma cratera enorme se tratasse. Sou obrigada a começar a caminhá-lo, sem saber se será melhor ou pior mas vou ter que enfrentá-lo, agarra-lo com unhas e dentes e aproveitar que agora sim, já consigo entrar nele, sem olhar para trás mais uma vez e outra, e até mais outra... A futuro está a sorrir-me, e eu retribuo... Estou a caminhar na direcção certa, cada vez mais sinto isso. E quero acreditar que é essa a única verdade. Aquelas recordações do passado estão cada vez a tornar-se mais e mais fracas, sinto que daqui a pouco tempo  conseguirei esquece-las totalmente. Não, não era isso que queria mas alguém está a fazer por isso, e é péssimo não ter recordações, é péssimo. Mas os erros, esses estão na minha memória para que um dia veja onde errei e não tornar a comete-los. Basta de ser ignorante e não querer ver as coisas porque a meus olhos não quero acreditar que a realidade existe e que é pura e muito muito dura. As pessoas não deviam nascer para sofrer, devia ser um mundo sem dor, sem guerra, em que as pessoas se amassem umas as outras. Sem qualquer tipo de interesse. Não seria tudo mais fácil se isto acontecesse? Queria poder mudar o mundo, torná-lo num mundo melhor.


Peço desculpa a todos os seguidores por não ter escrito no blogue nos últimos tempos mas o tempo é escasso... **

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Elogio ao Amor


'' Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também. ''
                                     Miguel Esteves Cardoso


Decidi publicar este texto porque o achei simplesmente fantástico e define toda a realidade do amor actual. Já não se sente como antes. Apenas se sente que o sentir não é o mesmo.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Uma questão de tempo



 
 Chega de negarmos tudo aquilo que sentimos. Chega! Por mais tempo que passe não conseguimos ter mais ninguém. Desta vez eu vou esperar por ti. Seis meses, seis anos... O tempo que for preciso. Eu estarei lá, pronta para te receber. Preciso de ti. Há algo que nos impede de separar, não sei o quê, mas sei que há. E não me digam que eu não quero ver as coisas, que mereço melhor ou que ele não é para mim. Eu vou tomar as minhas decisões, por mim mesma! Já consigo pensar por mim, não preciso que ninguém opine sobre a minha vida. E a decisão que eu tomar sei que será a mais correcta, porque sou eu a tomá-la, sem que ninguém interfira nos meus assuntos, que só a mim me dizem respeito.

MOMENTOS





 E por quanto tempo será? Será indeterminado. Mas aproveita o momento! Não tenhas medo que o tempo te apague todas as memórias ou que apenas te faça lembrar de tudo o que se passou.  Não tenhas medo que a tua vida mude, não tenhas receio que ela se modifique de alguma maneira. Apenas deves aproveitar cada momento, porque pode ser o ultimo e amanhã tudo será diferente. Cada momento será único e completamente inesqueçivel. Não penses tanto nas coisas! Ás vezes o coração também tem que agir.
 Ambos sabemos as voltas que a vida dá, não tentes contrariar isso e desfruta de tudo isto. Guarda todos estes momentos no teu enorme coração cheio de tantas recordações, para que eles nunca desapareçam e te lembres sempre de quem eu fui. Acho que pelo menos isso, mereço. Não te peço mais nada... Ficará tudo a teu critério.

Há coisas que nem o tempo esqueçe. Há coisas que nem a distância separa. *